"Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes. Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino."

Freire

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Fernando Sabino

terça-feira, 16 de julho de 2013

Ter você é um prazer

O amor que eu sinto por você
Se eu pudesse descrever
Usaria toda a imaginação...
Quantas coisas já vividas
E momentos tão sutis
Com detalhes tão pequenos
E tão grandes pelo que aprendi

Como eu queria lhe dizer
Que eu a amo demais
Ter você é um prazer
E isso me traz tanta paz!


Limoeiro, 14 de julho de 2013.













Te_encontrar

Te encontrar me fez ir além
Meu pensar viajou na imensidão
Teu olhar cativou-me e me fez enxergar
Que o amor, ali eu pude encontrar

Tu és para mim
Como uma brisa a soprar
Quando toca em meu rosto posso constatar
Que essa boa sensação 
É o teu amor a me acariciar...
14/07/2013


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.
Salmos 1:16

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições Municipais - Limoeiro-PE 2012

http://interativonoticias.blogspot.com.br/2012/10/resultado-final-eleicoes-limoeiro-pe.html

Resultado final eleições Limoeiro PE

Prefeito

Ricardo                   19169
Joãozinho               13086
Dr Barbosa                1461

Resultado  Vereadores

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

UFPE abre inscrições para o Processo Seletivo de Graduação a Distância


UFPE realiza Vestibular 2012.2 para cursos de graduação a distância A UFPE realiza o Vestibular 2012.2 para cursos de graduação a distância, com inscrições de 27 deste mês a 6 de setembro, no site da Covest. São oferecidas 1.020 vagas, distribuídas em três cursos: Licenciatura em Letras/Língua Portuguesa – 300 vagas; Licenciatura em Letras/Língua Espanhola – 420 vagas; e Licenciatura em Matemática – 300 vagas. No ato da inscrição, o candidato deve optar por apenas um curso e indicar a ordem de preferência por polo de apoio presencial. As provas do processo seletivo serão aplicadas em única etapa, no dia 23 de setembro, das 13h às 18h. O exame constará de redação e de questões objetivas do tipo múltipla escolha, com cinco alternativas para resposta, dentre as quais apenas uma estará correta, e duas questões discursivas destinadas aos candidatos ao curso de Licenciatura em Língua Espanhola. As provas terão caráter eliminatório e classificatório. Elas serão aplicadas, de acordo com a preferência do candidato, em uma das seguintes localidades: Garanhuns, Limoeiro, Pesqueira, Recife, Surubim, Tabira, Trindade e Petrolina. O valor da inscrição é de R$ 70,00 e o pagamento deve ser realizado por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), exclusivamente nas agências do Banco do Brasil. Pode solicitar incentivo de 50% na nota do Vestibular o candidato que trabalha como docente na rede pública de ensino de Pernambuco, municipal ou estadual, atuando como professor sem titulação, com regência em uma das seguintes disciplinas: Língua Portuguesa e/ou Literatura de Língua Portuguesa, Língua Espanhola ou Matemática. Para efetivamente ser beneficiado pelo incentivo, o candidato deverá apresentar, no ato da matrícula, documentos comprobatórios do cumprimento dos requisitos, conforme disposto no manual do processo seletivo. Cronograma Vestibular 2012.2 – Ensino a Distância 27 a 29/08: Solicitação de isenção da taxa de inscrição do Concurso Vestibular EAD. 27/08 a 06/09: Inscrição na internet, no site www.covest.com.br, com emissão de boleto para pagamento da Guia de Recolhimento da União - GRU, exclusivamente nas agências do Banco do Brasil. 03/09: Publicação da relação nominal dos candidatos beneficiados com isenção da taxa de inscrição no site www.covest.com.br. 10/09: Último dia para recolhimento da taxa de inscrição (GRU). Último dia para portadores de necessidades especiais requererem atendimento especial durante a aplicação das provas. 13/09: Divulgação da relação nominal dos candidatos que solicitaram incentivo (50%) na nota, privativo para professores do ensino público estadual ou municipal de Pernambuco, no site www.covest.com.br. 14 a 17/09: Período para consulta de dados do Documento de Regularidade de Cadastro - DRC para conferência do cadastramento do candidato, reclamação das divergências nos dados cadastrais ou alterações na inscrição. A partir de 20/09: Exibição do Comunicado de Confirmação de Inscrição - CCI no site da Covest – Copset. Impressão do CCI sob responsabilidade do candidato a partir do endereço eletrônico www.covest.com.br. 23/09: Aplicação das provas (13h às 18h). 24 e 25/09: Período para apresentação de recursos quanto ao gabarito das provas escritas/objetivas na sede da Covest – Copset, no horário das 8h às 17h, ou através do e-mail: covest@covest.com.br . 02/10: Exibição da relação definitiva dos candidatos ao incentivo na nota (50%), no site www.covest.com.br. 08/10: Divulgação da Primeira Classificação, com o resultado dos recursos quanto ao gabarito das provas escritas/objetivas, juntamente com o edital de matrícula, no site www.covest.com.br e na sede da Covest – Copset. 10 e 11/10: Período para Matrícula Acadêmica (entrega dos documentos) referente à Primeira Classificação. A partir de 16/10: Início das aulas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ler devia ser proibido

Ler devia ser proibido
Publicado em 16/03/2009

LER DEVIA SER PROIBIDO
Guiomar de Grammont

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido. Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madamme Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram, meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem necessariamente ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas.
É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, podem levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, podem estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos, em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais, etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um. Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos. Para obedecer, não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submisso. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Referência bibliográfica: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3.